A primeira estimativa da Associação Nacional dos Exportadores de Cereais para setembro aponta movimentos diferentes para soja e milho. A exportação brasileira de soja foi projetada em 7,74 milhões de toneladas, cerca de 760 mil toneladas acima do mesmo mês de 2025.
Para o milho, a previsão é de 5,2 milhões de toneladas, ante quase 7 milhões em setembro do ano passado. A análise divulgada pela Reuters atribui parte da diferença à concorrência externa, às margens de exportação e à disputa do mercado doméstico, especialmente das usinas de etanol de milho.
O farelo de soja aparece em direção oposta. A projeção de 2,6 milhões de toneladas representa acréscimo anual de 673 mil toneladas e, se confirmada, pode estabelecer o maior volume mensal do ano e superar o recorde registrado em maio.
Exportação maior não garante preço maior na fazenda
Os volumes nacionais ajudam a medir a demanda e o ritmo de escoamento, mas não indicam quanto cada produtor de Rio Verde, Jataí ou Mineiros receberá. O preço líquido depende de cotação, prêmio ou desconto, câmbio, base regional, frete, armazenagem, qualidade, prazo e local de entrega.
No milho, a demanda das usinas de etanol pode sustentar negociações no mercado físico mesmo quando o volume exportado recua. Na soja, o aumento dos embarques e os prêmios mais firmes do farelo podem melhorar o ambiente comercial sem produzir repasse uniforme ao interior.
Compare propostas pela receita líquida
Antes de fechar a venda, é necessário conferir se o preço é fixo ou a fixar, quem suporta o frete, quando ocorre a fixação do câmbio, quais descontos de qualidade podem ser aplicados e em quanto tempo haverá pagamento.
Também devem ser considerados compromissos anteriores de CPR, barter e venda futura. A melhor cotação nominal pode não ser a melhor operação quando entrega, custo logístico e descontos são incorporados à conta.
SUDOESTE EM CAMPO