Goiás encerrou o primeiro semestre de 2026 com superávit comercial de US$ 4,21 bilhões. No período, as exportações somaram US$ 7,06 bilhões e as importações chegaram a US$ 2,85 bilhões, segundo levantamento do Centro Internacional de Negócios da Fieg com base nos dados da Secretaria de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços.
Na comparação com os seis primeiros meses de 2025, as vendas externas cresceram 4,47% e as compras no exterior avançaram 5,72%. A corrente de comércio, que reúne exportações e importações, superou US$ 9,9 bilhões, com alta de 4,83%.
Com esse desempenho, Goiás ocupou a oitava posição entre os estados exportadores e respondeu por 3,82% das vendas externas brasileiras. Nas importações, ficou em 11º lugar, com participação de 2% no total nacional.
A soja continuou como o principal produto exportado por Goiás, com 43,07% da pauta. A participação, porém, era de 49,35% no primeiro semestre de 2025. A redução relativa não tira a liderança do grão, mas mostra que outros segmentos ganharam espaço no crescimento.
As exportações de carne bovina desossada e congelada avançaram 29,50% e alcançaram US$ 943,9 milhões. Os concentrados de cobre tiveram aumento de 113,85% e movimentaram US$ 376,4 milhões no semestre.
O recorte municipal coloca o Sudoeste Goiano no centro do resultado. Rio Verde liderou as exportações do estado, com US$ 1,886 bilhão, equivalente a 26,72% do total goiano. Jataí apareceu em seguida, com US$ 596,3 milhões. Mozarlândia ficou na terceira posição, com US$ 393,1 milhões e crescimento de 34,13%.
Somados, Rio Verde e Jataí exportaram aproximadamente US$ 2,482 bilhões. Esse valor corresponde a cerca de 35,2% de todas as vendas externas de Goiás no primeiro semestre, cálculo feito pelo Sudoeste em Campo a partir dos números municipais e do total estadual.
O resultado reforça a importância regional de produção, armazenagem, transporte e comercialização. Também mostra por que decisões sobre infraestrutura, custos logísticos e acesso a mercados externos têm efeito direto sobre a competitividade do Sudoeste.
Superávit estadual, entretanto, não significa lucro automático para cada produtor ou empresa. Margem depende de preço recebido, câmbio, frete, armazenagem, custos financeiros, produtividade e condições contratuais. Um resultado agregado positivo pode conviver com dificuldades em atividades ou propriedades específicas.
Os dados mensais também oscilaram ao longo do semestre. Junho apresentou o maior avanço, com crescimento de 15,87% nas exportações e de 29,29% nas importações. Em março, houve queda de 15,15% nas vendas externas e de 10,50% nas compras, o que exige cautela ao projetar um único mês para todo o ano.
No segundo semestre, os principais pontos de atenção são os preços internacionais da soja, o câmbio, o custo do frete, a demanda externa por carnes e o ritmo dos embarques. A diversificação da pauta ajuda o estado, mas não elimina a exposição às condições do mercado internacional.
Os dados foram consultados em 20 de agosto de 2026. A base oficial de comércio exterior é mantida pela Secex/MDIC no Comex Stat; os recortes e comparações estaduais e municipais foram apresentados pelo CIN/Fieg e reproduzidos pela Revista Zelo.
SUDOESTE EM CAMPO