A Inpasa confirmou que começou a receber milho na nova unidade de Rio Verde. Em publicação institucional, a companhia classificou a chegada das primeiras cargas como um marco da preparação operacional da biorrefinaria e destacou o trabalho de integração das equipes envolvidas na implantação.

O início do recebimento não significa que a produção industrial de etanol já tenha começado. A manifestação mais recente da empresa trata a fase atual como preparação da unidade para os próximos desafios da operação.

O projeto foi anunciado em outubro de 2025 com investimento de R$ 2,4 bilhões. Segundo a Inpasa, a planta terá capacidade anual para processar 2 milhões de toneladas de grãos e produzir 1 bilhão de litros de etanol, 490 mil toneladas de DDGS — coproduto usado na nutrição animal — e 47 mil toneladas de óleo vegetal.

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A empresa estima a criação de até 2,7 mil empregos diretos e indiretos durante a construção e de 420 postos fixos na fase operacional. A unidade de Rio Verde será a primeira da companhia em Goiás.

Para a cadeia regional, o recebimento local amplia a demanda por milho e aproxima produtores de uma nova compradora. O efeito sobre preços, contratos e custos logísticos, porém, dependerá do volume efetivamente adquirido, das condições comerciais e do avanço da operação industrial.

No cronograma público divulgado pela Inpasa em outubro de 2025, a inauguração estava prevista para o primeiro trimestre de 2027. O relatório de sustentabilidade de 2025 da companhia, publicado posteriormente, informa operação prevista para 2026. Como as duas referências usam marcos diferentes, esta reportagem adota a formulação mais prudente: o recebimento começou, enquanto o início da produção industrial ainda depende de confirmação específica da empresa.

O Sudoeste em Campo continuará acompanhando o avanço da planta, o início efetivo do processamento e os impactos comerciais para produtores e transportadores da região.

Reportagem em acompanhamentoEsta publicação poderá ser atualizada conforme a apuração avançar.