Rio Verde formalizou nesta semana o Gabinete de Gestão Integrada Fogo Zero, iniciativa que reúne a Sala do Agro, a Secretaria Municipal de Meio Ambiente e forças de segurança para coordenar prevenção, fiscalização e resposta aos incêndios urbanos e rurais.

A criação do gabinete representa uma etapa posterior à reunião de articulação realizada na Prefeitura em 25 de agosto. Na ocasião, ainda não haviam sido divulgados o nome da estrutura nem as medidas operacionais. As novas informações foram apresentadas por representantes municipais e reproduzidas pelo Rio Verde Rural nesta quarta-feira, 26.

Segundo os participantes, a estratégia inclui patrulhamento, orientação em distritos e comunidades rurais, integração de denúncias e encaminhamento à delegacia quando houver flagrante de incêndio criminoso. A responsabilização depende de apuração e prova da conduta; a simples ocorrência do fogo não permite atribuir crime automaticamente.

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A estrutura operacional informada reúne seis caminhões-pipa preparados para áreas rurais, brigadistas, sopradores e apoio de aviação agrícola nos focos mais graves. As equipes passaram a ser distribuídas por regiões do município, em vez de permanecerem concentradas em uma única base, com o objetivo de reduzir o tempo de deslocamento.

Guilherme Campos, coordenador da Sala do Agro, afirmou que já houve aporte de R$ 1,1 milhão e que a meta é chegar a R$ 1,2 milhão em repasse ao Sindicato Rural para ampliar as equipes. O recurso, segundo a divulgação, tem origem no Fundo Municipal do Meio Ambiente. O Sudoeste em Campo não localizou, até o fechamento, o ato completo com a composição nominal do gabinete, metas e indicadores de desempenho.

O coordenador da Defesa Civil, tenente Bymael dos Santos, relatou que as ocorrências de 2026 já superaram o total de 2025. O dado foi apresentado no encontro, mas não veio acompanhado de uma série estatística detalhada por localidade e causa. Por isso, a comparação deve ser lida como alerta operacional, não como balanço definitivo.

Entre os fatores de risco está a chamada regra 30-30-30: umidade abaixo de 30%, vento acima de 30 km/h e temperatura superior a 30 °C. A combinação favorece a propagação das chamas, mas não determina a origem de cada ocorrência.

Para o produtor, a principal mudança esperada é uma comunicação mais direta entre quem identifica o foco, as brigadas e os órgãos de segurança. Também está prevista orientação em localidades como Riverlândia e reforço da proibição do uso irregular do fogo para limpeza de lotes, lixo ou pastagens.

Em caso de incêndio, o Corpo de Bombeiros deve ser acionado pelo telefone 193. É importante informar referências precisas, acessos à propriedade, presença de pessoas ou animais em risco e não enfrentar chamas de grande proporção sem treinamento.

Reportagem em acompanhamentoEsta publicação poderá ser atualizada conforme a apuração avançar.