A nova rota logística que interliga o Sudoeste Goiano aos corredores de exportação começa a mudar a dinâmica do escoamento da safra na região. Nas primeiras semanas de operação, produtores de Jataí, Rio Verde e Mineiros relatam redução no tempo de transporte e maior previsibilidade nos embarques : dois fatores que impactam diretamente a margem no fim do ciclo.
Levantamento preliminar feito pela reportagem junto a transportadoras que operam no eixo indica queda média de 12% no custo por tonelada movimentada em relação ao ano anterior, considerando o mesmo trecho até os terminais de destino. Parte desse ganho decorre do menor consumo de combustível em vias com pavimento renovado e da diminuição de trechos secundários que exigiam manobras e paradas frequentes.
Para as lideranças do setor agro ouvidas pela Sudoeste em Campo, o resultado consolida uma agenda antiga da região: destravar gargalos que penalizavam o produtor médio, especialmente na janela crítica entre colheita e comercialização. "Reduzir dias de estrada significa reduzir risco. Quem trabalha com margem apertada sente essa diferença imediatamente", resume um dos coordenadores da câmara setorial consultada.
Ainda assim, o cenário exige acompanhamento. Cooperativas apontam três pontos que merecem atenção nas próximas safras: a manutenção do padrão da via em períodos de chuva intensa, a capacidade dos terminais de absorver picos de embarque e a definição de regras claras de pedágio e pesagem para caminhoneiros autônomos. Sem esses ajustes, parte do ganho conquistado pode se dissipar ao longo do ano.
Nos próximos meses, a Sudoeste em Campo dará continuidade à cobertura com foco em três frentes: a comparação safra a safra dos indicadores de custo logístico, o mapeamento dos investimentos anunciados para armazenagem no entorno da rota e a escuta de produtores familiares que ainda dependem de trechos alimentadores para acessar o corredor principal. A pauta segue aberta a sugestões e contribuições da rede regional.
SUDOESTE EM CAMPO